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MERCADO DE TRABALHO
A taxa de actividade registada, em 2001, foi de 40% e a taxa de emprego de 62%, a qual é composta por 63% de homens empregados e 37% de mulheres empregadas. A taxa de desemprego foi de 7,1% atingindo principalmente as mulheres (11,3%), tendência que se tem vindo a repetir ao longo dos anos. Não foi possível obter a taxa de desemprego dos jovens. No entanto, ao analisarmos dos dados estatísticos nos pré-diagnósticos das redes sociais dos 5 concelhos verificamos que os jovens são um dos grupos mais vulneráveis às questões do desemprego.
Por sua vez, a taxa de desemprego de longa duração atinge cerca de 19,4% da população desempregada. Mais uma vez são as mulheres as mais afectadas por esta tipologia de desemprego.
No que se refere ao emprego por sectores de actividade, a maioria da população está empregada no sector terciário (61,7%), seguindo-se o sector secundário (26,1%) e por último, o sector primário (12,2%).
ESTRUTURA EMPRESARIAL
Em 2004 a ZI registou a existência de 792 empresas, distribuídas por diferentes ramos de actividade. Os ramos de actividade menos expressivos são a indústria (6%) e os serviços à população (6%), por sua vez, os mais expressivos são o comércio (24%) e a construção (23%). O peso da estrutura empresarial na empregabilidade da população é pouco expressiva, porque apenas emprega 29,6% do total da população activa. Os ramos de actividade com maior expressão ao nível do emprego são a construção (31%) e o comércio (21%), os ramos com menor expressão são os serviços à população (6%) e a indústria (10%).
TURISMO
No território existem 104 empresas de alojamento, das quais 10 são TER, o que corresponde a 9,6% do total de estabelecimentos turísticos. Não foi possível quantificar o número de camas disponibilizadas.
Actualmente os TER têm um peso no volume de negócios no alojamento de 4,79% e um peso no emprego no alojamento de 3,76%. Estes valores são residuais face à percentagem total, revelando o pouco peso económico que esta actividade detém actualmente.
é possível verificar que ao longo dos anos este tipo de alojamento tem aumentado e, que futuramente importa ser cada vez mais valorizado e promovido como alternativa para o desenvolvimento sustentável do turismo em meio rural.
ARTESANATO
Em 2006 existiam na ZI 4 unidades produtivas artesanais: uma em Mértola, duas em Alcoutim e uma em Tavira, as quais possibilitavam o emprego a 6 pessoas. Apesar do elevado número de artesãos neste território apenas são reconhecidos 4 (50% homens e 50% mulheres). O que revela o carácter informal desta actividade e da insustentabilidade e inviabilidade económica com que se depara actualmente.
QUALIDADE DE VIDA
O índice de poder de compra per capita deste território é de 71, o que corresponde a uma diminuição de 28,8, comparativamente com o índice registado a nível nacional e a uma diminuição de 36,8, comparativamente com o índice registado pela região do Algarve. Do total de concelhos que integram este território, o concelho de Mértola e o concelho de Alcoutim são os que têm os menores índices, os quais estão compreendidos no intervalo entre 47 e 55, estando o concelho de Alcoutim incluído no grupo dos 17 concelhos a nível nacional que têm o índice de poder de compra abaixo dos 50% da média nacional.
SERVIÇOS EM ZONAS RURAIS
Os níveis de fornecimento de serviços básicos, tais como, creches, lares, centros de dia e bibliotecas têm aumentado ao longo dos anos. Apesar desta tendência evolutiva, em algumas freguesias da ZI as necessidades de fornecimento de serviços básicos ainda não estão satisfeitas, principalmente ao nível dos serviços de apoio aos idosos e à população mais isolada.
Por outro lado, é de salientar que o fornecimento de serviços básicos ao nível das creches é um factor que influencia a fixação da população, ou seja, nas freguesias de Castro Marim, Tavira e VRSA que integram a ZI estas têm vindo a registar novos residentes pelo facto de poderem usufruir deste tipo de serviço.
No que se refere ao serviço de acesso à internet, a cobertura na ZI é de 100%.
É de referir ainda, a inexistente ou insuficiente capacidade da rede disponibilizada pelas operadoras de comunicação móveis em algumas zonas da ZI, mais uma vez com maior incidência nos concelhos de Mértola e de Alcoutim.
O indicador estatístico ?necessidades em infra-estruturas? revela que o território da ZI está a 37 minutos de distância do centro urbano mais dinâmico. No entanto, na ZI existe necessidade de infra-estruturas de comunicação, nomeadamente ao nível das acessibilidades rodoviárias, principalmente na zona norte (concelho de Mértola e Alcoutim).
Muitas das estradas municipais e nacionais da ZI estão em mau estado e representam perigo para a segurança rodoviária.
A navegabilidade no rio Guadiana encontra-se ainda muito dificultada em algumas zonas e a passagem entre as duas margens é realizada por barqueiros idosos e com actividade informal, não permitindo o desenvolvimento de relações de proximidade entre as comunidades Portuguesa e Espanhola.
Ao nível do património cultural e ambiental, a ZI apresenta um índice de 20 imóveis classificados por Km² de ST, o qual pode aumentar porque a ZI é muita rica e tem uma grande diversidade de imóveis patrimoniais que importa recuperar e classificar, podendo no futuro próximo ter um índice mais elevado. Ao nível do património natural, a ZI é detentora de paisagens e de fauna e flora muito características que importa conservar, por isso actualmente 22,5% do seu território corresponde a áreas protegidas (ICN ? Parques e Reservas Naturais) e 0,1% é área de ITI (parte da freguesia de S. Miguel do Pinheiro é abrangida pela ITI de Castro Verde).
POTENCIAL HUMANO
Na ZI apenas 18% da população residente entre os 25 e os 64 anos conseguiu completar pelo menos o ensino secundário. Este valor é metade da percentagem de população que a nível nacional e regional consegue completar pelo menos o ensino secundário (32% Portugal, 33,4%. Algarve e 26,9% Alentejo). |